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domingo, 27 de maio de 2012 | 16:30 | 4 Comentários

Quarenta presos após confusão em protestos por direitos LGBTs em Moscou

Manifestações não tinham autorização do governo e foram invadidas por ortodoxos.

Do Gay1 Mundo, com Agências Internacionais
Nacionalista bate em gay em manifestação em Moscou; LGBTs protestam contra lei que multa 'propaganda positiva LGBTNacionalista bate em gay em manifestação em Moscou; LGBTs protestam contra lei que multa 'propaganda positiva LGBT" (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)
Cerca de 40 pessoas foram detidas em Moscou neste domingo após ativistas da Igreja Ortodoxa russa invadirem dois protestos pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, jogando água, gritando orações para os manifestantes e agredindo-os. Bandeiras com arco-íris, símbolo do movimento LGBT, foram tomadas e quebradas e pisoteadas na frente de câmeras de TV. As manifestações não tinham autorização do governo para acontecer.

Os manifestantes pediam o direito de realizar Paradas do Orgulho LGBT, que não são permitidas pelas autoridades. Quase todos os cerca de 30 ativistas de direitos LGBTs que protestavam foram detidos, enquanto o número de presos entre os 50 ortodoxos foi bem menor.

Nikolai Alexeyev, líder do protesto, disse ter sido detido por falar com jornalistas.

"Todos os nossos direitos são ignorados aqui na Rússia. Nossos direitos não estão seguros e não estamos fisicamente seguros" afirmou Igor Yasin, um dos manifestantes.

Este ano os legisladores russos enviaram uma lei federal ao Parlamento para impor multas a quem divulgar “propaganda positiva LGBT” entre menores de idade, como já acontece em São Petersburgo.

A homossexualidade, punida com prisão na União Soviética, foi descriminalizada na Rússia em 1993, mas o preconceito contra LGBTs continua no país.

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Casais do mesmo sexo colombianos poderão beijar-se em público

Decisão da Corte Constitucional responde reivindicação de dois gays expulsos de shopping.

Do OperaMundi
Justiça da Colômbia decide que casais gays podem se beijar em público (Foto: Divulgação)Justiça da Colômbia decide que casais gays
podem se beijar em público (Foto: Divulgação)
Casais do mesmo sexo colombianos poderão beijar-se e demonstrar seu carinho em público, segundo uma decisão da Corte Constitucional que responde a reivindicação de dois gays expulsos por esse motivo de um shopping de Cali em 2011.

A sentença, divulgada neste sábado (26/05) no site do tribunal, rejeita a conduta dos encarregados da segurança do estabelecimento que no dia 19 de janeiro de 2011 repreenderam o casal por beijar-se e abraçar-se no local. "Eu respeito sua forma de pensar, mas vocês têm que comportar-se ou se não têm que retirar-se do centro comercial, porque aqui há famílias e crianças", disse um dos seguranças, segundo o exposto na decisão.

A Corte Constitucional expõe na sentença C-577/11 que "o tratamento dado pelos guardas pretendia anular ou dominar os jovens homossexuais, apelando por meio de preconceitos sociais e pessoais que seus beijos em público são reprováveis para a tranquilidade, a segurança e a moralidade públicas, ao contrário dos beijos dos heterossexuais".

Os dois jovens, acompanhados por advogados de organizações que defendem os direitos LGBT apresentaram perante a Corte Constitucional seu processo depois de ter sido rejeitado em primeira e segunda instância em abril e maio, respectivamente, de 2011.

A decisão considerou que tanto o shopping como a empresa de segurança devem "assumir a responsabilidade como particulares por exercer poder de subordinação frente ao casal, pela vulneração especialmente afrontosa que sofreram sobre seu direito à liberdade e à igualdade". Além disso, lhes ordenou organizar um curso de formação em direitos humanos para seus funcionários.

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sexta-feira, 25 de maio de 2012 | 20:52 | 0 Comentários

Posição de Obama sobre casamento igualitário influi na opinião pública

Por Patricia Zengerle, da Reuters
Obama se tornou o primeiro presidente dos EUA a se posicionar favoravelmente ao casamento igualitário (Foto: Getty Images)Obama se tornou o primeiro presidente dos EUA a se
posicionar favoravelmente ao casamento igualitário
(Foto: Getty Images)
A declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo pode ter levado alguns norte-americanos, especialmente negros e hispânicos, a reconsiderar sua oposição a isso, como revela uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta sexta-feira.

Em 9 de maio, Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a se posicionar favoravelmente ao casamento igualitário. Democratas, ativistas e outros viram nisso um marco nos direitos civis do país, enquanto líderes republicanos e conservadores cristãos criticaram Obama por inserir um tema tão polêmico na campanha eleitoral deste ano.

A pesquisa pergunta aos entrevistados se eles são 'contra o casamento homossexual', se 'apoiam uniões civis homossexuais', se 'apoiam o casamento homossexual' ou se 'não têm opinião formada'.

A manifestação de Obama parece ter tido impacto particularmente entre os afroamericanos. Antes de 9 de maio, 34 por cento dos negros se opunham ao casamento igualitário. Agora, só 23 por cento são contra.

Nesse grupo, o apoio às uniões civis subiu de 19 para 28 por cento, mas o apoio ao casamento propriamente dito caiu de 31 para 29 por cento. O número de indecisos subiu de 16 para 21 por cento.

"Os norte-americanos negros são um eleitorado crucial para o presidente com vistas a novembro, e essa mudança de atitudes é uma boa notícia para Obama. Se ele conseguir liderar e formar a opinião, ao invés de apenas reagir a ela, poderá governar mais efetivamente caso obtenha um segundo mandato", disse Julia Clark, do instituto Ipsos.

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Obama lança vídeo de campanha com manifesto LGBT; assista

Foi lançado um vídeo eleitoral em que Obama apresenta seu histórico de políticas favoráveis aos direitos LGBT.

Do Gay1 Mundo



Narrado pela estrela de Glee, Jane Lynch, o vídeo lembra a revogação da política Don’t Ask, Don’t Tell (não pergunte, não conte) que impedia LGBT de atuarem nas forças militres, o que Obama chama de “um de seus momentos de maior orgulho”, a extensão dos direitos conjugais de visitação para casais do mesmo sexo em hospitais e imagens de vídeo de Obama para a campanha “It Gets Better”.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 | 17:48 | 0 Comentários

Abaixo-assinado nos EUA pede que dicionário mude definição de 'casamento' e inclua LGBTs

Reivindicação surge em meio à oficialização da união de pessoas do mesmo sexo em diversos estados dos EUA.

Por Fillipe Mauro, do OperaMundi
(Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução)
Em meio à intensificação dos debates sobre a legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo nos EUA, um ativista do estado de New Hampshire decidiu lutar por uma pequena mudança capaz de semear gestos de tolerância e aceitação.

Com o auxílio do site change.org, uma rede social que reúne abaixo-assinados dos mais diversos movimentos sociais, Mike Raven idealizou uma petição para tentar convencer dicionários a modificar a definição do verbete “casamento”.

Na carta que acompanha o documento virtual, ele se justifica e diz que, "se todos os argumentos [contrários] surgem de uma definição intangível de casamento, então é hora de modificar essa definição”. Isso porque "enquanto não há como alterar a maneira opressiva e discriminatória com a qual algumas religiões continuam definindo casamento, podemos recorrer a um lugar ainda melhor: os dicionários”.

A ideia surgiu quando Raven se deparou com as frustrações vividas por sua irmã gêmea, uma militante lésbica que se indignou com a notícia de que o Executivo do Estado da Carolina do Norte havia vetado a lei que permitia o casamento igualitário.

Seu principal alvo é o site Dictionary.com, cuja audiência mensal ultrapassa a marca dos 50 milhões de leitores. Lá, a definição para o verbete “casamento” se limita à “instituição social sobre a qual um homem e uma mulher estabelecem sua decisão de viver como marido e esposa”.

A sugestão de Raven é de que essa definição passe a ser “o ingresso consensual de dois adultos em uma relação de longo prazo como marido e esposa, marido e marido, ou esposa e esposa, com base no amor e no comprometimento".

Em nota ao portal Huffington Post, o Dictionary.com lembrou que, na segunda definição para o verbete, há uma concessão para a união de pessoas do mesmo gênero. Contudo, para Raven, isso não é suficiente, pois, para ele, essa concepção “está separada mas é a mesma”. O dicionário não deu previsões sobre quando modificará sua definição.

O casamento igualitário ainda não é reconhecido nacionalmente. Ainda assim, seis estados e o Distrito de Columbia aprovaram regulamentações que autorizam leis de igualdade nas uniões civis. Enquanto isso, Raven já conta com sete mil assinaturas de uma meta de dez mil.

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Corte da Colômbia garante a gay direito de adotar duas crianças

Ex-jornalista do ‘New York Times’ foi impedido de adoção após informar orientação sexual.

Do Gay1 Mundo, com Agências Internacionais
O jornalista americano Chandler Burr (Foto: Reprodução)O jornalista americano Chandler Burr
(Foto: Reprodução)
A Corte Constitucional da Colômbia garantiu o direito de um jornalista americano gay de adotar duas crianças, após o instituto local que trata dos direitos dos menores negar lhe a custódia, argumentando risco para as crianças. Para a corte, a orientação sexual do norte-americano não afeta o processo de adoção, nem consiste em uma ameaça aos direitos das crianças.

Na manhã desta quarta-feira, o ex-colunista do “New York Times”, Chandler Burr denunciou em um programa da CNN sua via-crúcis para obter seus filhos de volta. A história começou no verão de 2009, quando as crianças passaram cinco semanas com Burr, em Nova York. Em março de 2010, o jornalista começou o processo de adoção formal dos dois meninos — agora com 9 e 13 anos — por meio do Instituto Colombiano do Bem-estar Familiar (ICBF). Foi somente um ano depois, em março de 2011, que começaram os problemas.

De acordo com Burr, depois de mencionar a sua sexualidade em uma conversa informal, um advogado que representa o ICBF tirou as crianças de seus cuidados e os interrogou sobre o assunto, antes de notificar a Burr que ele não seria capaz de levá-los de volta para os EUA.

Em entrevista a uma rádio colombiana, o novo diretor de ICBF, Diego Molano, defendeu a decisão e afirmou que o instituto tem “o direito de saber quem o pai é”. Ainda segundo Molando, Burr havia escondido uma informação importante, ao não revelar sua orientação sexual.

Os juízes colombianos consideraram que a separação das crianças e Burr as afetou e lamentaram que o instituto não tenha levado em consideração a opinião dos menores em questão, que desejavam ficar com seu pai adotivo.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012 | 18:18 | 1 Comentários

Jovem que gravou relação sexual de colega gay é condenado nos EUA

Dharun Ravi pegou 30 dias de prisão e três anos de liberdade assistida.
Ele divulgou vídeo que fez Tyler Clementi, de 18 anos, se suicidar em 2010.


Da EFE
Dharun Ravi chega ao tribunal para ouvir sua sentença nesta segunda (21) em New Brunswick, Nova Jersey (Foto: Mel Evans / AP)Dharun Ravi chega ao tribunal para ouvir sua
sentença nesta segunda (21) em New Brunswick,
Nova Jersey (Foto: Mel Evans / AP)

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